Monday, May 11, 2009

dane-se o mundo

Banco

Wednesday, May 6, 2009

Banco

Entrei ás onze da manha. Estava um dia morno. Chato como todos os outros. A fila era imensa. Os caixas eram vários. Os funcionários, mínimos.. esperei.
Esperei.
Estou esperando,
ainda hoje em algum lugar da minha alma ainda espero na fila.
As pessoas impacientes exalam um cheiro, exalam um cheiro de moeda. Estou ali para pagar uma conta mas me sinto enojado. Tudo ali é limpo, tudo ali é perfeição besta. Uma limpeza de modos e educação presbítera.
Todos os três, de quatro caixas, estavam fechados. Apenas um auxiliava a grande multidão em indiana para depositar ali sua fé chamada dinheiro. Naquele templo. Naquele lugar que se te dissessem, “Tome! Tome este lugar, ele é todo seu!”, você choraria de jubilo mais que uma visita divina anunciando santificação.
Aquele lugar é nefasto.
Este grande monstro já havia roubado quarenta e cinco minutos de minha existência. Eu esperava. Derepente me ative á um momento não percebido. Havia uma planta em um vaso rústico bem ao canto, uma planta única, não haviam outras.
Bem despercebida por todos.
Estava morta aos olhos humanos naquele Banco.
Mas era a única coisa viva ali dentro...
Logo após pagar a minha maldita conta, ainda disse “obrigado” á caixonete antes de sair.
Deduzi
Banco, igreja universal do reino financeiro.


Ps: queimemos todos os bancos.