O preço do preço - Dúvidas para um belo crime

Thursday, February 19, 2009

Decretamos a tal ponto de morte a sorte, fajuta sorte, transbordante nesta hora em que estamos armados até os dentes – mas ainda a TV completa – que num medo de caos e loucura me pergunto: Por que? Após vários pseudo avanços ainda não utilizamos o tal 10% pra alguma coisa que presta?
Temos orgulho de todas as merdas materiais, as porcarias do passado, as obrigações – grandes picos de retardatismo da mente – todos caminhando para as esteiras. Que levam á um único lugar. A morte certa.
Mas esqueceu-se de que eles odeiam esta vida? Sim sei. Sei sim, como tudo que não sei. Eles percorrem nossa grama sobre solas de asfalto. Se limpam periódica e cautelosamente – como tudo fosse parte de um ritual intrínseco de pormenores – elevam-se ao patamar de escolhidos! De uma santa conduta de obsessão á todas as doutrinas e emanações do dinheiro. Deus é o dinheiro. Perguntaram pra mim, acreditas em Deus?, logo disse, acredito no dinheiro, e no que ele faz..
Esta é a questão, esta é a historia – não é o novo celular, a nova calça, ou sofisticações baratas de um mundo fabricado em quintais masmorras onde se encontra a dilaceração do ser humano nesta grande usina de ratos que irá sanar a desgraça solta em nossos peitos. Não são o além ou o porém que irão nos tirar da lama! É o chão em que pisamos..
Desejos, saliva, cores em papéis nos bolsos, números que indicam riqueza em folhetos cuspidos por máquinas, revistas virtuais vendendo sexo – pois o único e livre assassinaram no ninho – então, o que mais nos resta senão cometer um genocídio rápido contra a praga maior da atmosfera?
Onde tudo se encontra caro já é o rastro da doutrina da escravidão. Nada é o que é, nada é o que parecia ou um dia ousou, os fetiches, todos tem o que querem, com uma condição....
Seu sangue pelas manhãs sanguinárias onde a carcaça de homens se transformam em fileiras de mulas.
Contágio rápido pela madrugada que acaba e mostra, um novo sol, para queimar seu cérebro enquanto foges da vida na selva. Ainda estaremos escondidos na relva a observar a grande fábrica se expandir e matar todos os gêneros de vida ilustre que nada irá salvar. Aqueles olhos vidrados na remoção dos corpos por corpos sem coração. Vida selvagem. Longa tendência. Um fim para um começo.
Um fim para um começo.

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